Voltei!
Foram 4 meses de “recesso” do blog. O motivo? A vida acontecendo, com tudo que ela tem de bom e também com alguns incômodos (que acabam se tornando fontes de amadurecimento quando sabemos aproveitar).
Você já percebeu que nós, vez ou outra, temos necessidade de ficarmos mais sozinhos, “fechados para balanço”? Isso reflete exatamente o que o inverno representa para o planeta. “Como assim?”, você me pergunta. Eu já atuei como acupunturista alguns anos atrás e, por isso, já estudei muito sobre o Taoismo (uma filosofia oriental que embasa a medicina chinesa e que fala sobre os movimentos da natureza – exemplo: estações do ano – serem compatíveis com os movimentos internos do homem). Isso significa que possuímos uma dinâmica interna (emocional, energética e física) compatível com a dinâmica da natureza. Agir de acordo com a dinâmica natural externa nos ajuda a manter o equilíbrio e, consequentemente, a saúde como um todo.
Nos momentos em que estamos mais fechados em nós mesmos, vivemos uma espécie de “inverno emocional” ou “inverno da alma”, para ser mais poética. Se você reparar bem, o inverno é uma estação na qual tudo fica mais frio, latente, reservado, guardado, em hibernação. Isso é necessário para que a vida volte a florescer no seu máximo esplendor na estação seguinte, a primavera, que é quando se reiniciam os movimentos de contato com o que está do lado de fora, as brotações, os cheiros, as cores.
Pois bem, retorno hoje ao blog para dizer que estou numa transição entre o “inverno e a primavera da alma”. Após ter estado mais recolhida por um tempo, começo a brotar novamente. Usei o termo transição porque, assim como na natureza, o nosso estado da alma não muda de um dia para o outro, não segue uma regra definida externamente por um calendário. Nós somos seres fluidos, como a natureza.
Antes de postar esse texto eu pensei algumas vezes se deveria expor essas questões a meu respeito ou me resguardar mais. Mas quer saber por quê eu decidi manter o texto assim? Porque cansei de ver pessoas propagandeando “vidas líquidas perfeitas” por aí. Nada disso existe e só serve para adoecer os consumidores desavisados desses conteúdos. O mundo precisa de mais autenticidade, sinceridade, humanidade! Por isso estou aqui hoje, retomando a escrita do meu blog com um texto sincero sobre minhas estações emocionais.
Isso significa que não postarei textos semanalmente (como já planejei e tentei fazer por um tempo). Vou acolher o fato de minh’alma ter estações diferentes e vou parar de cobrar isso de mim. Então, é possível que daqui para frente eu escreva numa frequência que corresponda à estação emocional do momento vivido. Vou deixar fluir. Torno isso público agora porque acredito que você, leitor(a) deste blog, merece saber e, quem sabe, se inspirar a olhar também para suas estações emocionais.
Se você quiser dialogar comigo sobre isso, será um prazer! Te aguardo nos comentários! 😉

