Ah, tenho certeza de que alguns de vocês já estão pulando carnaval ou estão aguardando ansiosos pelo famoso “sextou” para iniciarem as comemorações. É um misto de alegria, diversão, festa, muita dança… enfim, energia lá em cima!
Mas também sei que muitos outros aguardam essa data para descansar um pouco mais. Existem pessoas que preferem muito mais apreciar o sossego, a calmaria do lar, ou até viajar para lugares tranquilos.
E existem aqueles que trabalham muito mais nessa época e não conseguirão pular carnaval e nem descansar. Isso acontece muito, principalmente em cidades turísticas.
Se você não se imaginou nesses três cenários, te convido a reler os parágrafos e se imaginar vivendo agora cada uma dessas situações. Depois volta aqui para continuar o texto e saber aonde quero te levar…
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Você sentiu internamente a mudança de estado de ânimo ao se imaginar sendo um folião curtindo cada minuto, uma pessoa tranquila aproveitando o descanso, e um trabalhador sem pausa? Em primeiro lugar, não existe resposta certa para essa pergunta, ok!!
Se a sua resposta foi “não”, está tudo bem. Existem várias hipóteses para sua resposta ter sido essa, mas não vou aprofundar nisso hoje.
Se a sua resposta foi “sim”, então você acabou de sentir uma oscilação leve de humor iniciada apenas pelo ato voluntário de se imaginar em contextos diferentes. Você não acha isso o máximo? Eu acho maravilhoso ver e entender a forma como funcionamos!
Ao se visualizar no primeiro cenário, imagino que as pessoas que gostam do carnaval se sentiram muito animadas, ao contrário de quem não gosta do carnaval e deve ter sentido alívio de isso ter sido apenas um exercício de imaginação.
Estou escrevendo e rindo, porque eu me encaixo no grupo das pessoas que gostam do carnaval e o meu marido se encaixa no grupo de quem não é fã dessa festividade e prefere mil vezes o sossego, kkkk. Acho que no próximo post escreverei sobre carnaval e conjugalidade. Mas, voltando ao que importa agora…
Viu só como as situações que vivenciamos ou imaginamos, os nossos gostos e preferências, as coisas que valorizamos e os nossos pensamentos, dentre tantas outras coisas, moldam a forma como nos sentimos?
Se você tirar um tempo para se observar com atenção, poderá perceber até as suas reações corporais! Talvez o coração levemente acelerado na cena do carnaval, uma respiração leve na cena do descanso, uma tensão muscular na cena do trabalho. Você também poderá identificar pensamentos de prazer ou desconforto ao se imaginar em algum daqueles cenários.
O fato é: tudo dentro de nós está intimamente conectado! Cada emoção pode ser despertada por situações reais ou imaginárias, carrega e é carregada por pensamentos, se mostra por meio de sensações corporais e nos leva a reagir de formas diferentes (automáticas e inconscientes, ou planejadas).
Eu gosto muito de usar a seguinte comparação para explicar a importância de olharmos para nossas emoções e todos os seus desdobramentos mencionados acima:
Quando sentimos fome, nosso estômago ronca, começamos a pensar no que vamos comer e rapidamente buscamos algo que sacie a fome e nos leve novamente à sensação de saciedade e bem-estar. Com as emoções, o corpo funciona praticamente da mesma forma! Se sentimos medo do escuro quando a energia da casa acaba e o celular está com a bateria descarregada, por exemplo, nosso coração dispara e a mão gela, começamos a pensar em formas de gerar algum tipo de luminosidade e buscamos nas gavetas por uma vela ou uma lanterna que será acesa e trará sensação de segurança e alívio.
Você pode estar se perguntando: “Mas qual a importância de saber isso?”. Te respondo: “Depende do que você deseja!”
Se para você a vida já está boa o suficiente, se você está satisfeito consigo próprio e com as suas relações e sente que nada na sua vida precisa ser melhorado, então está tudo certo!
Mas se além disso você quer se conhecer melhor, se desenvolver mais, se expressar melhor, se relacionar melhor com as pessoas e viver com mais qualidade, então identificar o que você sente e como você reage ao que sente é o primeiro passo!
Então deixo aqui um convite para você se permitir ser corajoso o suficiente de se olhar com mais atenção e acolhimento para o que vai encontrar. Fazendo isso, você vai se deparar com “lugares internos” lindos e assustadores, mas muito recompensadores, nunca vistos antes.
Como diz uma famosa frase inscrita na porta de entrada do Templo de Delfos, na Grécia antiga:
“Conhece-te a ti mesmo”


Que texto necessário!! De fato, é um belo momento para se refletir e conhecer mais um pouquinho de si mesmo 🤍🤍
Que bom que o texto ajudou nas reflexões, Carol 🤗 Autoconhecimento é tudo!